Corredor da Etiópia está refugiado no hotel aqui no Brasil, esperando o visto para os Estados Unidos

No ultimo Domingo, o dia que aconteceu a cerimônia de encerramento dos jogos olímpicos, foi realizada mais cedo a prova da maratona masculina, aonde os ganhadores receberam a medalha no momento da festa de encerramento, mas o centro das atenções não ficou para o primeiro lugar, Eliud Kipchoge, do Quênia, e sim para o medalhista de prata, o etíope Feyisa Lilesa, que cruzou a linha de chegada fazendo um gesto de protesto ao seu governo, cruzando os braços no alto. Só que esse protesto gerou consequências para ele e medo no seu dia a dia.

Corredor da Etiópia está refugiado no hotel aqui no Brasil, esperando o visto para os Estados Unidos

Corredor da Etiópia está refugiado no hotel aqui no Brasil, esperando o visto para os Estados Unidos

Confira o que pode acontecer com o corredor Feyisa Lilesa

Logo apos o fim da corrida ele não se juntou a sua delegação, ele já pediu abrigo ao Brasil, por alguns dias, até conseguir o visto para os Estados Unidos e solicitar abrigo no país, no Brasil o corredor ainda pode ficar 70 dias, devido às olimpíadas, tem o visto temporário. Ele está escondido em um hotel no Rio de Janeiro, até a decisão do visto para os Estados Unidos. Ele disse em uma entrevista para o SporTV:
“Meus amigos que moram nos Estados Unidos reservaram este hotel. Me derem o endereço. Eu mostrei ao taxista (após a cerimônia de encerramento) e ele me trouxe aqui.”
Caso ele não consiga esse visto tem que voltar para a sua cidade natal, o porta voz do governo da Etiópia, Getachew Reda, afirmou que ele vai ser bem recebido no país e que não enfrentara problemas legais, devido ao seu gesto na maratona.

Entenda o motivo do gesto feito pelo corredor

O país do corredor, Etiópia, está sendo liderado pelo presidente Mulatu Tshome e pelo primeiro-ministro Hailemariam Desalegn. Segundo o corredor a Etiópia tem muitas etnias e apenas uma lidera, e o povo das outras etnias estão morrendo e esse é o medo do corredor Feyisa Lilesa, acabar sendo morto pelo seu gesto de protesto.